terça-feira, 29 de dezembro de 2009

Quincas Borba – Parte II

Ainda estou achando um tanto estranho este livro de Machado. Não que ele não tenha seu valor, absolutamente. O cara sabe escrever, sabe expressar ideias, tem "a manha" com as palavras. É realmente habilidoso. Mas estou começando a achar muito chatinho esse negócio do Rubião ficar o tempo todo atrás de Sofia, e pior: agora o cara tá doente! Tem uns acessos de vez em quando e se declara pra ela, diz coisas para os outros... Enfim, o livro é válido para retratar as frivolidades da época, as relações sociais altamente movidas pelo interesse, como os "comensais" que se reúnem (ou reuniam) na casa de Rubião. Até então estou tentando descobrir por que raios o nome do livro é Quincas Borba. Não justifica ser somente pela herança deixada ao Rubião, ou quiçá pelo cão que recebe o mesmo nome. Também não se justifica pelas esporádicas menções feita a ele... creio que tenha, de alguma forma, relação com sua filosofia "ao vencedor as batatas", que Rubião gostou no início do livro. Espero até o fim do livro sacar isso.

PS: estou lendo também Quando Nietzsche chorou, de Irvin Yalom. Logo postarei minhas impressões a respeito.

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